sexta-feira, 30 de julho de 2010

Questão social

Conceitos fundamentais para intervenção na “Questão Social”



Pensando na  "questão social", encontrei no filme escritores da liberdade perspectivas maiores sobre a atuação do Assistente Social perante a "questão social".

Um principio fundamental perante a qualquer situação enfrentada pelo Assistente Social é o profissional assumir uma postura ética,
utilizando recursos para tratar do problema do seu usuário, mas recursos que estejam de acordo com a lei, sem infringir nenhuma regra, e sempre buscar alternativas possíveis para a realização do seu trabalho.

No filme a pedagoga Erin era convicta e não media esforços para cuidar e ajudar aqueles adolescentes a enfrentar a realidade que cada um sofria, cada um com sua personalidade, mas com problemas parecidos. Ela fez com que cada um se tornasse agente transformador da sua própria realidade e para isso ela utilizou recursos privados, pois não tinha assistência da escola, claro que, nós em exercício da profissão devemos ter essa mesmo convicção demonstrada por ela, mas utilizar recursos públicos, trabalhar por esse fies mesmo que precário, o desafio maior é fazer com que esse meio se torne eficaz.

Não devemos jamais aceitar uma realidade posta, se o seu usuário vem até você é para solucionar o problema, o importante é buscar resolve-lo, fazendo perguntas pertinentes q ue possa ajudar a encontrar a solução, mas sempre tendo cautela para não criar expectativas demais que depois não vão ser cumpridas.

Outro ponto importante no filme que podemos citar como exemplo na intervenção ou algum projeto realizado pelo Assistente Social é a duração. A professora Erin não estipulou um tempo determinado para seu projeto e acabou enfrentando dificuldades para o grupo aceitar que ela não seria professora deles no próximo ano. O profissional em seu projeto deve estipular inicio, meio e fim e deixar claro aos seus usuários, assim o projeto proposto fica mais real.

O filme é impressionante, o que uma pessoa consegue fazer apesar das dificuldades em um grupo em que tudo parece estar perdido, onde a violência, a dor, o medo parece tomar conta da vida de jovens que ainda tem muita coisa para viver, mas sem perspectiva nenhuma. Como fazer com que eles superem os desafios do dia-a-dia? Como fazer com que essa não seja uma realidade posta?
O Assistente Social precisa se preocupar acima de tudo em se legitimar junto aos seus usuários e fazer com que ele seja um sujeito ativo desse processo de reconstrução ou recriação da sua própria realidade. Não é uma tarefa fácil, mas com a teoria utilizada na pratica de intervenção é possível se ter milhões de possibilidades de atuação.



Josiane de Sousa Freitas



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